Ensaios Geotécnicos

Ensaios Geotécnicos

Massa específica aparente: Esse ensaio é determinado pelo DNER-ME 092/94 – “Solo – determinação da massa específica aparente “in situ”, com emprego do frasco de areia”.

Ensaio:

i) Determinação do peso da areia correspondente ao volume do funil e do rebaixo do orifício na bandeja:

a) monta-se o conjunto frasco + funil, estando o frasco cheio de areia, e pesa-se;

b) instala-se o conjunto frasco + funil sobre a bandeja citada em 3.b e esta sobre uma superfície plana; abre-se o registro, deixando a areia escoar livremente até cessar o seu movimento no interior do frasco; fecha-se o registro, retira-se o conjunto frasco + funil, e pesa-se o conjunto frasco + funil, estando o frasco com areia restante; c) O peso da areia deslocada, que encheu o volume do funil e do rebaixo do orifício da bandeja, será: P3 = P1 – P2.

ii) Determinação da massa específica aparente de areia, ma: a)monta-se o conjunto frasco + funil, estando o frasco cheiro de areia, e pesa-se;

b) coloca-se o conjunto frasco + funil sobre a bandeja e esta sobre a borda de um cilindro, com volume V conhecido, tendo 10 a 15 cm de altura e diâmetro igual ou menor do que o orifício circular da bandeja; abre-se o registro, deixando a areia escoar livremente até cessar o seu movimento no interior do frasco e fecha-se o registro; retira-se o conjunto frasco + funil, estando o frasco com a areia restante, pesando-o;

c) o peso e a massa especifico são calculados.

iii) Determinação da massa específica aparente do solo, “in situ”:

a) limpa-se a superfície do solo onde será feita a determinação, tornando-a, tanto quanto possível plana e horizontal;

b) coloca-se a bandeja nessa superfície e faz-se uma cavidade cilíndrica no solo, limitada pelo orifício central da bandeja e com profundidade de cerca de 15 cm;

c) recolhe-se na bandeja o solo extraído da cavidade, pesando-o Ph;

d) tomam-se, imediatamente, cerca de 100 g deste solo e determina-se a umidade (h) pelo processo da estufa, do “Speedy” ou do álcool;

e) pesa-se o conjunto frasco + funil, estando o frasco cheio de areia P7;

f) instala-se o conjunto frasco + funil, de modo que o funil fique apoiado no rebaixo do orifício da bandeja. Abre-se o registro do frasco, deixando a areia escoar livremente até cessar o seu movimento no interior do frasco. Fecha-se o registro, retira-se o conjunto frasco + funil, pesando o conjunto com a areia que nele restar P8.

Estabilidade de encostas: É determinado pela NBR11682 – ABNT – “Estabilidade de encostas”. Essa norma prescreve os requisitos exigíveis para o estudo e controle da estabilidade de encostas e de taludes resultantes de cortes e aterros realizados em encostas. Abrange também as condições para estudos, projeto, execução controle e observação de obras de estabilização.

Compactação em solo-cimento: Esse ensaio é determinad pela NBR12023/2012 – ABNT – “Solo-cimento — Ensaio de compactação”. Solo-cimento: Produto edurecido, resultante da cura de uma mistura íntima compactada de solo, cimento e em proporções estabelecidas por meio de dosagem executada conforme a ABNT NBR 12253. Para a execução do ensaio são preparadas as amostras de acordo com a norma e então, utilizado um dos três métodos existentes.Em ambos os métodos, os processos são os mesmos: é adicionado cimento Portland com um teor sugerido de acordo com a tabela 1 da NBR 12253, é adicionada ágya até uniformização da massa e feita sua compactação de acordo com a norma. A diferença é que pelo método B, o solo já é saturado do início do processo.

Compressão simples em solo cimento: Esse ensaio é determinado pela NBR12025/2012 – ABNT – “Solo-cimento — Ensaio de compressão simples de corpos de prova cilíndricos — Método de ensaio”. Os corpos de prova cilíndricos destinados ao ensaio de compressão simples previsto nessa norma devem ser moldados e curados conforme ABNT NBR 12024.

Procedimento de ensaio:

a) Colocar o corpo de prova sobre o prato inferior da prensa, de tal maneira que o eixo vertical do corpo de prova fique alinhado com o eixo vertical da máquina que contém o eixo da rótula;

b) O carregamento deve ser aplicado com deformação controlada de aproximadamente 1mm/min. O carregamento só deve cessar quando o valor da carga for de cerca de 10% da carga máxima.

Controle de compactação: Esse ensaio é determinado pela NBR12102/1991 – ABNT – “Solo – Controle de compactação pelo método de Hilf”. O método permite determinar o grau de compactação, no ponto de controle e o valor do desvio de umidade, sem necessidade do conhecimento prévio do teor de umidade do solo compactado naquele ponto.

Identificação e classificação por meio do ensaio do furo de agulha: Esse ensaio é determinado pela NBR14114/1998 – ABNT – “Solo – Solos argilosos dispersivos – Identificação e classificação por meio do ensaio do furo de agulha (pinhole test)”. Essa norma prescreve o método para obtenção de uma medida direta de uma medida direta e qualitativa da dispersibilidade de solos argilosos, pelo fluxo de água destilada através de um pequeno furo feito axialmente, através do corpo de prova. A natureza da solução que flui do corpo de prova, com imposição de uma diferença de carga hidráulica inicial de 50mm, fornece a diferenciação básica entre argilas altamente disposivas e não dispersivas. No caso de argilas altamente dispersivas, o efluente será turvo e o furo se alargará rapidamente. Em argilas não dispersivas, o efluente será límpido e o furo permanecerá inalterado.

Ensaio de determinação da massa específica, massa específica aparente e da absorção de água: Esse ensaio é determinado pela NBR6458/1994 – ABNT – “Grãos de pedregulho retidos na peneira de 4,8mm determinação da massa específica, massa específica aparente e da absorção de água”. A amostra é preparada de acordo com a NBR 6467. A amostra é lavada na peneira de 4,8mm, a fim de retirar o material fino aderente e após, imergido em água destilada durante 24h. Após isso é retirada da água e enxugada superficialmente. Sua massa é colocada em um cesto de tela e determinada quando imerso em água destilada (Mi), determinando a seguir a temperatura da água. O material é seco em estufa até constância de massa e determinada sua massa seca. Por fim, a massa específica dos grãos do solo é calculada com uma expressão dada pela norma.

Análise granulométrica do solo: Essa análise é determinada pela NBR7181/2016 – ABNT – “Solo – Análise granulométrica”. A amostra é tomada de acordo com a ABNT NBR 6457. Essa norma estabelece o método para análise granulométrica de solos, realizada por peneiramento ou por uma combinação de sedimentação e peneiramento. O material é passado na peneira de 2,0mm, desmanchando os torrões previamente existentes; Lava-se a parte retida nesta peneira e secar em estufa até constância de massa.

Para a determinação da distribuição granulométrica:

a) pegar cerca de 120g do material, pesá-lo. E ainda fazer o ensaio de umidade higroscópica segundo NBR 6457;

b) lavar na peneira de 0,075, com água potável, seguindo com um peneiramento fino. Para o processo de sedimentação: a) pegar cerca de 120g do material, pesá-lo. E ainda fazer o ensaio de umidade higroscópica segundo NBR 6457;

c) o material é transferido para um béquer e misturado com uma solução de hexametafosfato de sódio, ficando em repouso por 12h;

d) Retirar a mistura e adicionar ága destilada, sob ação do aparelho dispersor durante 15 min;

e) Transferir para a proveta. Adiciona-se água até chegar a 1000cm³. Agitar frequentemente com uma bagueta e assim que atingir a temperatura de equilíbrio, tampa-se a boca e faz-se movimentos de rotação durante 1min;

f) Imediatamente após, a proveta é colocadaa sobre uma mesa, anotada a hora do início da sedimentação e mergulhado o densímetro dentro da dispersão. As leituras são efetuadas em 0,5, 1 e 2 min. A seguir, leituras de 4, 8, 15 e 30 min e 1, 2, 4, 8 e 24h;

g) Ao realizar a última leitura, o material é vertido na peneira de 0,075mm, procedendo à remoção de todo o material no recipiente;

h) Esse procedimento é seguido de um peneiramento fino e um peneiramento grosso. Por fim, calcula-se a granulometria desse solo.

Determinação da massa específica com emprego de cilindro de cravação: Esse ensaio é determinado pela NBR 9813/1987 – ABNT – “Solo – Determinação da massa específica aparente in situ com emprego de cilindro de cravação”.

Ensaio:

a) O cilindro é assentado, levemente lubrificado;

b) O restante do equipamento é montado, e a cravação é iniciada por intermédio da queda livre do soquete de cravação, sendo contínua até que o cilindro fique com sua borda superior 1cm abaixo da superfície do terreno;

c) Escava-se o terreno circunvizinho ao cilindro, cortando o solo por baixo do mesmo;

d) a massa é determinada imediatamente, evitando perda de umidade.

Coleta de amostras indeformadas de solos de baixa consistência em furos de sondagem: Esse ensaio é determinado pela NBR982/1997 – ABNT – “Coleta de amostras indeformadas de solos de baixa consistência em furos de sondagem”. Essa norma fixa as condições exigíveis para a coleta, acondicionamento e transporte de amostras indeformadas de solos de baixa consistência em furos de sondagem, para fins de engenharia geotécnica.

Moldagem e cura de corpos de prova de solo-cimento: Esse procedimento é determinado pela NBR12024/2012 – ABNT – “Solo-cimento — Moldagem e cura de corpos de prova cilíndricos — Procedimento”. Essa norma estabelece os métodos para moldagem e cura de corpos de prova cilíndricos de solo-cimento. Nessa, contém dois métodos, aplicáveis conforme a granulometria do solo: Método A: para solos com 100% de partículas com diâmetro menor que 4,75mm; Método B: para solos com até 30% de partículas com diâmetro maior que 19mm.