Trabalho de campo de técnicos da Contech

Dosagem Marshall de Misturas Asfálticas

Dosagem Marshall para misturas asfálticas com máxima precisão e controle de qualidade

A principal função do ensaio Marshall é avaliar o comportamento mecânico de misturas asfálticas, principalmente por meio da estabilidade e da fluência, auxiliando na verificação/dosagem da mistura para uso em pavimentação.

Com base nas diretrizes das normas DNER-ME 043/95 e DNIT 031/2024-ES, o procedimento avalia parâmetros essenciais como estabilidade, fluência, volume de vazios (Vv), vazios do agregado mineral (VAM) e a relação betume/vazios (RBV), assegurando alta durabilidade e resistência contra deformações permanentes.

A Contech Controle Tecnológico realiza estudos completos de dosagem Marshall com infraestrutura de ponta, oferecendo suporte técnico especializado para aprovação de traços em obras rodoviárias, aeroportuárias e urbanas.

Como é realizado?

  • Definição da composição granulométrica dos agregados (curva de projeto) enquadrada nas faixas A, B ou C do DNIT.
  • Preparação de séries de corpos de prova cilíndricos com pelo menos 5 teores de betume diferentes (variações de 0,5%).
  • Para misturas a quente (CBUQ): aquecimento dos materiais (150°C a 175°C) e compactação com 75 golpes por face para tráfego pesado.
  • Para misturas a frio: mistura dos agregados com emulsão e compactação após cura em estufa a 60°C por 2 horas.
  • Cura dos corpos de prova a quente com resfriamento e imersão em banho-maria a 60°C por 30 a 40 minutos.
  • Ensaio de estabilidade e fluência em prensa Marshall com carregamento contínuo a 50 mm/min até a ruptura.
  • Cálculo dos parâmetros volumétricos (Vv, VAM, RBV), correção da estabilidade por espessura e plotagem das curvas para determinação do teor ótimo.

Onde é aplicado

Confira onde este ensaio é aplicado e faz a diferença

Equipamento de pavimentação aplicando camada de CBUQ em rodovia

Rodovias federais e estaduais

Pista de pouso de aeroporto com revestimento asfáltico de alta resistência

Pistas de aeroportos e aviação

Pátio logístico e industrial preparado para tráfego pesado de carretas

Pátios industriais e logísticos

Maquinário de pavimentação em obra de restauração rodoviária

Restauração de rodovias

Usina de concreto betuminoso usinado a quente em plena operação

Controle em usinas de asfalto

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Dúvidas Frequentes

Tire suas dúvidas sobre a Dosagem Marshall de Misturas Asfálticas

Abaixo reunimos as principais dúvidas sobre o ensaio de Dosagem Marshall, seus critérios de aceitação e a importância técnica na elaboração de misturas asfálticas.

Confira os esclarecimentos prestados pela equipe de engenharia e controle tecnológico da Contech para garantir a conformidade do seu projeto.

Quais são os parâmetros de aceitação do ensaio Marshall para CBUQ de rodovias?

O DNIT 031/2004 estabelece para CBUQ de tráfego pesado (75 golpes): estabilidade mínima de 500 kgf; fluência entre 8 e 18 décimos de polegada (2,0 a 4,5 mm); volume de vazios (Vv) entre 3% e 5%; vazios do agregado mineral (VAM) mínimo conforme o tamanho máximo do agregado; e relação betume/vazios (RBV) entre 75% e 82%. Para tráfego leve (50 golpes), a estabilidade mínima é de 500 kgf com limites de Vv e RBV ajustados. Esses valores são verificados tanto no estudo de dosagem quanto no controle de recebimento em campo.

O teor ótimo de betume obtido na dosagem é sempre o teor usado na obra?

Sim, o teor ótimo definido pelo estudo de dosagem Marshall é o teor de betume que a usina deve manter durante a execução. Variações acima de ± 0,3% do teor ótimo são consideradas não conformes pelo DNIT e sujeitam o material ao ensaio de verificação ou à rejeição do lote. O controle do teor em campo é feito pelo ensaio de extração de betume em amostras coletadas da usina ou da pista.

O método Marshall é adequado para misturas com CAP modificado por polímero?

O método Marshall foi desenvolvido para betumes convencionais e apresenta limitações para misturas modificadas com SBS ou EVA, que têm comportamento visco-elástico mais complexo. Para essas misturas, o DNIT e as especificações modernas recomendam o uso complementar do método SUPERPAVE (com compactador giratório), que reproduz melhor a densificação em campo. Ainda assim, o Marshall adaptado (com temperaturas de mistura e compactação ajustadas para o ligante modificado) é amplamente utilizado no Brasil como critério de dosagem e controle.

Como é definida a energia de compactação na preparação dos corpos de prova?

A energia de compactação é dada pelo número de golpes do soquete Marshall em cada face do corpo de prova. É fixada em 75 golpes por face para pavimentos sujeitos a tráfego pesado e elevado volume de eixos, e em 50 golpes por face para vias de tráfego leve ou médio, reproduzindo a densificação esperada sob ação dos veículos.

Por que a imersão em banho-maria a 60°C é necessária antes do ensaio de ruptura?

A imersão em banho-maria por 30 a 40 minutos padroniza a temperatura do corpo de prova a 60°C, simulando a condição mais severa de temperatura que o pavimento asfáltico enfrenta em dias quentes de verão. Isso garante a determinação realista da estabilidade e fluência sob condições críticas de uso.

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