Reatividade Álcali Agregado

Esse ensaio é determinado pelo conjunto de uma norma dividida em 6 partes.

NBR 15577-1 – ABNT – “Agregados – Reatividade álcali-agregado – Parte 1: Guia para avaliação da reatividade potencial e medidas preventivas para uso de agregados em concreto”.

Existem alguns métodos para a avaliação da reatividade de agregados:

a) Reação Álcali carbonato: Esta não é tratada na presente norma, que recomenda a avaliação e prevenção de acordo com a CSA A23.2-14A, CSA A23.3-26A ou ASTM C 1778;

b) Reação Álcali-sílica:

1) Análise petrográfica do agregado: realizada conforme a ABNT NBR 15577-3, caso seja agregado graúdo. Tratando-se de agregado miúdo, é realizada conforme ABNT NBR 7389-1. As rochas e minerais suscetíveis à reação álcali-silicano concreto estão listados na ABNT NBR 15577-3;

c) Determinação da expansão em barras de argamassa pelo método acelerado: O ensaio é realizado de acordo com a ABNT NBR 15577-4;

d) Determinação da expansão em prismas de concreto pelo método de longa duração: O ensaio é realizado de acordo com a ABNT NBR 15577-6;

e) Determinação da expansão em primas de concreto pelo método acelerado: O ensaio é realizado de acordo com a ABNT NBR 15577-7. Classificação das medidas preventivas: A intensidade de uma medida preventiva da RAS é função do risco associado de sua ocorrência bem como da classe de importância da estrutura no que diz respeito às consequências ou danos ambientais, econômicos e de segurança, apresentada a classificação por meio da Tabela 4 contida nesta norma.

NBR 155771-2 – ABNT – “Agregados – Reatividade álcali-agregado parte 2: Coleta, preparação e periodicidade de ensaios de amostras de agregados para concreto”.

A amostragem deve ser realizada de acordo com a ABNT NBR NM 26 e o disposto a seguir:

a) agregados produzidos por britagem da mesma rocha, diferenciados apenas pela dimensão, devem ser considerados como um único material para a análise petrográfica, conforme a ABNT NBR 15577-3 e o ensaio acelerado em barras de argamassa, conforme a ABNT NBR 15577-4;

b) agregados graúdos e miúdos produzidos por britagem da mesma rocha devem ser considerados como materiais distintos para o ensaio de prisma do concreto, conforme ABNT NBR 15577-6. Para o controle de produção de agregados graúdos ou miúdos, no mínimo a cada seis meses, devem ser realizados ensaios de verificação da potencialidade reativa de acordo com a ABNT NBR 15577-1, sendo que o ensaio de prisma de concreto deve ser realizado no mínimo a cada 12 meses. Cabe ao consumidor ou seu preposto decidir se há necessidade de ensaios adicionais para controle de recepção quanto à RAA.

NBR15577-3 – ABNT – ” Agregados – reatividade Álcali-Agregado Parte 3: Análise petrográfica para verificação da potencialidade reativa de agregados em presença de álcalis do concreto”.

Procedimento de análise – A execução da análise deve seguir os métodos usuais de análise petrográfica e a ABNT NBR 7389-2, conforme os procedimentos indicados a seguir:

a) examinar macroscopicamente a amostra e classificá-la quanto ao tipo: cascalho, pedrisco, fragmento de rocha, testemunho de sondagem ou pedra britada;

b) avaliar as propriedades físico-mecânicas, classificando se a rocha constituinte é muito coerente, coerente, pouco coerente ou friável;

c) examinar macroscopicamente a rocha constituinte e registrar a cor e a estrutura;

d) examinar a seção delgada ao microscópio e registrar suas características de acordo com a norma; (textura; granularidade; composição mineralógica; presença ou ausência de minerais e fases deletérios quanto à RAA; estimativa da quantidade de quartzo microgranular; indicar a textura se for presente o feldspato; estado microfissural; estado de alteração da rocha; natureza).

NBR 15577-4 – ABNT – “Agregados – Reatividade álcali-agregado – Parte 4: Determinação da expansão em barras de argamassa pelo método acelerado”.

Os agregados a serem ensaiados devem ser selecionados e amostrados conforme a ABNT NBR 15577-2. Processar os agregados com um mínimo de britagem, quando necessário, de forma a obter um produto classificado conforme Tabela 2 nessa norma.

O cimento Portland a ser utilizado para a avaliação do grau de reatividade de um determinado agregado deve estar de acordo com as seguintes normas: ABNT NBR 5721, 5733, 16372, NM 17 e ASTM C 151. O cimento é passado na peneira de malha 850 um para remoção de grumos. É feita uma dosagem de argamassa de acordo com essa norma e, a seguir, é executada a mistura mecânica dessa argamassa, também de acordo com o contido nessa norma.

Preparar os moldes das barras de argamassa, moldando pelo menos três barras de argamassa para ensaio de cada combinação de cimento-agregado, dentro do prazo de 2 min e 15 s após a conclusão da mistura original da argamassa., colocada no molde em duas camadas com alturas aproximadamente iguais. Cada camada deve ser adensada com 20 golpes de soquete. Trabalhar a argamassa no molde até obter uma barra de argamassa homogênea, realizando o rasamento e alisamento da superfície da barra com uma espátula. Essas barras são submetidas a um período de cura em câmara úmida a 23+/- 1 °C durante 24+/-1 h, com a face protegida. Após esse tempo, elas devem ser retiradas desse local, identificadas e armazenadas em recipiente com água suficiente para imergi-las totalmente, seladas e colocadas em estufa ventilada ou banho termo-regulador. O aquecimento do recipiente deve ser realizado em (6 +/- 2)h até 80°C e permanecer durante 24 h. Dessa forma, são feitas leituras das medidas das barras comparando-as a uma barra-padrão.

NBR 15577-5 – ABNT – ” Reatividade álcali-agregado Parte 5: Determinação da mitigação da expansão em barras de argamassa pelo método acelerado”.

O preparo do agregado é realizado de acordo com a ABNT NBR 15577-4. Qualquer tipo de cimento Portland pode ser utilizado (ABNT NBR 5732, ABNT NBR 5733, ABNT NBR 5735, ABNT NBR 5736, ABNT NBR 11578, ABNT NBR 12653, ABNT NBR 15894-1, ABNT NBR 13956-1, entre outros atendidas as Normas Brasileiras para cada tipo de aplicação). Caso seja necessário, pode ser utilizado um aditivo de acordo com a ABNT NBR 11768. Assim, é preparada a argamassa, feita sua mistura, moldagem, cura e leitura de acordo com a ABNT NBR 15577-4.

NBR 15577-6 – ABNT – “Agregados – Reatividade álcali-agregado Parte 6: Determinação da expansão em prismas de concreto”.

O concreto é misturado em um misturador mecânico de acordo com a ABNT NBR 12821, em quantidade suficiente para a realização de todos os ensaios. Antes de começar a rotação, o agregado graúdo junto com um pouco da água de amassamento são introduzidos no misturador. É iniciado o processo de mistura, e a seguir, adicionado o agregado miúdo, o material cimentício e o restante da água de amassamento.

O concreto é misturado durante 3 minutos, seguido de 3 minutos de descanso, e após, 2 minutos a mais de mistura. A cuba de mistura é coberta para prevenir a evaporação da água. São moldados, no mínimo, três prismas de concreto para cada mistura efetuada. O concreto é colocado no molde em duas camadas, sendo que o adensamento deve ser feito em mesa vibratória.

Os pinos devem ser soltos imediatamente após a moldagem, para prevenir restrições antes dos prismas serem desmoldados. A cura é feita conforme ABNT NBR 9479, durante as primeiras (24 +/- 1)h, protegendo-os com películas de polietileno ou similares. Os primas são desformados imediatamente após o tempo de cura e identificados para que as leituras sejam feitas sempre na mesma direção. As leituras das barras são feitas comparando-as a uma barra padrão para determinar sua expansão.